quinta-feira, 19 de abril de 2012

Marcelo Rubens Paiva - Blecaute (1986)

Fale pessoal!

     Meu primeiro post aqui começa com a tradicional apresentação, e minha história de como chegamos ao blog.

    Meu nome é Fabio. Também sou leitor desde criança, incentivado por minha mãe e avó, e por todos os outros que foram descobriram o quanto já gostava de ler. Tenho duas filhas pequenas, portanto pretendo transmitir o legado às duas. A mais velha já consegue segurar a caneta como gente grande, e finge ler as historinhas que leio pra ela sempre que posso - hoje ela tem um ano e sete meses e a mais nova tem dois meses e meio, e são as coisas mais preciosas do mundo pra mim!

    Sou colega de trabalho da  Deise há pouco mais de um ano e amigo dela há vários outros anos. Durante esse tempo que trabalhamos juntos, conhecemos a Dany. Trabalhando todos juntos, um belo dia, a Dany inventou de criar um blog sobre livros, os nossos favoritos, pra nós mesmos e nossos amigos. Adorei a ideia e prontamente sugeri que trouxéssemos a Deise pra colaborar, e percebendo os posts dela, estou bem satisfeito em a termos convidado.

   Tenho muitos livros importantes em cada fase da minha vida; quero fazer meu primeiro post também mandando um agradecimento, um beijo grande e um "Eu te amo!" do tamanho do mundo à minha esposa Karol, que me indicou esse livro:

    Inspirado em "Além da Imaginação", (The Twilight Zone, famosíssima série televisiva americana dos anos 80), esse romance apocalíptico me surpreendeu pela linguagem que poucos autores brasileiros utilizaram por causa da sua informalidade, uso da primeira pessoa com zero rebusco e a dose certa de palavrões - porque brasileiro que não fala palavrão só existe na novela das sete. Falando assim, parece um livro grosseiro e fútil, mas a história te prende de uma forma interessante. É o tipo de enredo que te coloca dentro da história, como se "Tropa de Elite" tivesse sua versão 3D, saindo da tela, coisa e tal. Tá, comparação tosca, mas só pra entender mesmo. :)
    
    Após constatarem que não entendem nada de espeleologia durante uma palestra sobre o tema, três jovens resolvem criar seu próprio clube de estudiosos de cavernas. Mário, Martina e Rindu (é quem narra a história) ficam presos dentro de uma gruta em sua primeira expedição. Após três dias pensando que não foi uma boa ideia entrar em uma gruta submersa enquanto a maré estava subindo e sem escafandros pra mergulhar através da saída, a volta às suas casas em São Paulo revelou que todas as pessoas estavam paralisadas, como estátuas de cera ou manequins de loja, e que são as únicas pessoas que se movem na cidade, e talvez no mundo inteiro. O desenrolar do enredo mostra o comportamento dos três em meio às dúvidas, dificuldades e instinto de sobrevivência.
  
    É uma leitura rápida, de somente seis capítulos cujos títulos se referem às estações do ano. Achei que foi um recurso interessante pro leitor ter uma referência temporal. Mas quando terminei de ler, eu queria que fosse longo como Harry Potter, que durou mais de dez anos na vida do protagonista.

    Recomendo fortemente esse livro para quem gosta de uma edição de cabeceira. Porquê? Eu cheguei a sonhar com esse livro, de tanto que mergulhei na história. A imagem que postei é da edição que minha esposa me deu. ;)

   No meu próximo post (pra eu lembrar que livro comentar), falarei sobre Frei Betto e um livro que ganhei aos 15 anos: O Vencedor.

   Valeu pessoal, forte abraço e boa leitura!

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