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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A Lista de Brett

Depois de um hiato de dois anos (ai que vergonha), eis que retorno as atividades! (finalmente, aeeeeee) Eu sempre me prometendo que vou atualizar este blog, mas sempre algo acontece e lá eu falho com esta promessa XD.
Nesses últimos anos li muita coisa, tive experiencias literárias únicas. Experiencias que me fizeram rir, chorar, pensar em minha vida,… coisas assim, que acontecem com os leitores compulsivos. :)
Diante deste fato, escolho um livro lido em 2014, que me foi presenteado por uma amiga quando estive com ela em Porto Alegre (Thamy muito muito obrigada).
A Lista de Brett, é um livro extremamente encantador. E assim como outros livros que geralmente leio faz a gente pensar na vida.
O livro aponta coisas que a personagem principal queria muito no inicio de sua adolescência e que no decorrer da vida deixou de lado, abriu mão ou esqueceu. E se você parar para pensar, você leitor começa a se perguntar sobre os seus desejos abandonados.

Bom falemos diretamente do livro.


A Lista de Brett



A diferença para A LISTA DE BRETT para os outros livros que já li, é que fora ser um romance (meu gênero literário preferido) ele foi um presente de uma amiga Thami Ohtsubo. Nos encontramos em Agosto e ela fez demostrou o carinho que ela tem por mimzinha com esse lindo romance. <3
Vocês sabem quando tudo dá errado? Quando sua vida vira de ponta-cabeça? Quando tudo que é certeza em sua vida deixa de ser? Pois é! O livro começa exatamente assim.
Brett Bholinger é filha de Elizabeth uma empresaria da área dos cosméticos muito bem sucedida que infelizmente estava passando pela fazer terminal de um câncer. Como não era nenhuma novidade para a família de que Elizabeth não escaparia da doença todos se prepararão para o que vivia. A morte de sua matriarca!
Catarina esposa de um dos irmãos de Brett estudaram muito e Brett se esforçou demais, pois como braço direito da mãe ela teria que posicionar na empresa na condição de presidente. No entanto, sempre que Brett pensava nesta possibilidade, ela ficava enjoada. Pois não se considerava capaz de ocupar o lugar da mãe. Quantas vezes nós mesmo já passamos por essa situação, de ter que abraçar uma responsabilidade maior ficamos assustados diante de tal situação.
Enfim. o inevitável aconteceu e com mágoa e tristeza a vida de Brett mudou muito mais que isso. Não apenas perdeu a mãe, mas todas as suas referencias de vida.
Elizabeth, antes de falecer instituiu em seu testamento que Brett, fosse demitida, que a maior parte dos bens fosse dado aos irmãos e a única coisa que tocava a menina era a casa que fora da mãe e por tempo pré determinado.
Vendo esta posição da mãe de Brett, da até para pensar: Nossa que mãe malvada!.
Mas na realidade o objetivo de Elizabeth, era livrar sua filha de um futuro desastroso, onde ela viveria dentro das convenções sociais, frustrada por não desenvolver atividades que lhe satisfizesse e assim acabasse por se tornar alguém infeliz.
Elizabeth, definiu que Brett só tivesse acesso a sua herança quando completasse todos os itens de uma lista. Lista essa que estaria em poder de seu advogado que a cada sucesso iria contemplando Brett com algo da vontade de sua mãe. Esta lista continha os desejos de Brett no inicio de sua adolescência e que por alguma desilusão a jogou fora.
Interessante que, quando Elizabeth encontrou a lista ela conforme estava dentro de suas possibilidades ia colocando observações carinhosas e parabenizando a filha em cada objetivo alcançado.
Acredito que Lori Nelson Spielman consegue desenvolver uma narrativa envolvente, em que o tema é nada mais nada menos que a vida.





DEISE GLAUCY


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fogo - Prólogo


Como vocês bem sabem, estou lendo Fogo - Diários Não Expurgados (1934-1937) de Anaïs Nin, por ser um livro rico em conteúdo e complexidade, não pode ser lido como uma revista, tem que ser analisado e refletido. Não faço isso com a maioria dos livros que leio, pois infelizmente não são todos os autores que conseguem ser tão verdadeiros, intensos e cheios de vida como Anaïs.

Esse é o quarto livro dela que leio, é o quarto fragmento de seus diários que tenho o prazer de ter em mãos. Como é uma leitura vivenciada, resolvi contar a minha experiência em lê-lo antes de terminar, para que não fique dúvidas sobre o livro, irei comentar em duas partes, assim não ficará cansativo se visto superficialmente.
Pensei várias formas em como começar a escrever, mas a cada dia eu pensava em como mostrar para vocês a minha felicidade em ler Anaïs, fui ficando mais empolga em poder mostrá-la então pensei em escrever (em futuros posts) sobre todos os livros dela que li, então, acho melhor começar apresentando-a*.
Anaïs Nin
Anaïs é forte, sonhadora, dominadora, suave, educada, misteriosa, aberta, está em busca de um homem que a salve de todos os outros. Deseja muitas coisas, muitas vezes seus desejos são contraditórios, mas que para ela (e para mim) fazem muito sentido, ela não é uma mulher que aceita ser conduzida pelas pessoas, ela mesma faz seu caminho, que muitas vezes lhe tira a alma, mas que ao olhar para trás fica feliz por cada escolha feita. Ama muitos homens, e todos verdadeiramente. Não é capaz de mentir um amor para fazer os outros felizes, talvez essa seja uma de suas maiores qualidade, sua espontaneidade, sua vivacidade, sua intensidade!
Sim. Sua intensidade é o que mais atrai as pessoas e o que me prendeu a ela. Vai da vida à morte de sua alma em segundos. É capaz de reluzir igual a um anjo de tamanha felicidade, mas em segundos definha, adoece e sua alma morre, quando alguém diz a ela que tem que retornar a Paris. Para ficar ao lado dela (não só como companheiro mas também como telespectador de seus diários) tem que estar de mente e coração aberto para não julgá-la, não é preciso concordar ou discordar de tudo que ela faz, pensa ou fala, apenas observe atentamente cada movimento, cada viagem, palavra dita, desabafo contado, e tire lições para si.

Em sua vida só o que era constante eram seus namorados, seus amigos e seus diários. Em um trecho do livro ela se refere a vida comum** como “pessoas feitas de celofane” em outro ela diz: “As pessoas ao meu redor não mudam como eu. Tenho a impressão de que vivo rápido de mais e sempre à frente... Luto contra a mesmice” Todos os seus relacionamentos amorosos eram baseados em qualidades que ela gostaria de ter, então se aproximava de quem os possuía para tentar aprender. Como a serenidade e estabilidade de Hugh, a vida aventureira de Henry, a languidez e fragilidade de June***, e aproveitava esses relacionamentos também para exercer seu lado materno, cuidando de todos, fazendo com que tivessem auto-confiança e dando-lhes o sentimento de únicos em sua vida.

Essas são umas das milhares características de Anaïs que me encantam.
No livro Fogo ela conta com mais detalhes a convivência dela com o amante Henry, com o qual escreveu um diário duplo****, com os amigos de Henry, o fim de seu relacionamento com Hugh, e faz novas descobertas a respeito de si.
Sempre vale muito a pena ler a vida pelos olhos de Anaïs, ou para vermos que seus conflitos são contemporâneos. Ela também conta o dia-a-dia de como ela é como escritora, os problemas que enfrenta com disciplina, o que a inspira. Vejo que ela faz o que seria muito bom que todos fizessem, olhar para dentro.
Sua narrativa é tão envolvente que te faz sentir cheiro do mofo de sua casa em Paris, sentir a melancolia de Louveciennes
É isso, não queria ter estendido tanto, mas é inevitável fala de Anaïs e suas obras em poucas linhas, ainda mais quando se é apaixonada por ela.

*As informações gerais como nascimento, vida e morte é encontrado em todos os livros dela (a maioria é L&PM POCKET)
**
Estudar, ter um emprego fixo, casar, ter filhos e outras convenções normais da sociedade.
***Mulher de Henry com quem também teve um affair, contado no livro Henry & June
****Cartas de Amor lançado em 1987 por Gunther Stuhlmann

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Marcelo Rubens Paiva - Blecaute (1986)

Fale pessoal!

     Meu primeiro post aqui começa com a tradicional apresentação, e minha história de como chegamos ao blog.

    Meu nome é Fabio. Também sou leitor desde criança, incentivado por minha mãe e avó, e por todos os outros que foram descobriram o quanto já gostava de ler. Tenho duas filhas pequenas, portanto pretendo transmitir o legado às duas. A mais velha já consegue segurar a caneta como gente grande, e finge ler as historinhas que leio pra ela sempre que posso - hoje ela tem um ano e sete meses e a mais nova tem dois meses e meio, e são as coisas mais preciosas do mundo pra mim!

    Sou colega de trabalho da  Deise há pouco mais de um ano e amigo dela há vários outros anos. Durante esse tempo que trabalhamos juntos, conhecemos a Dany. Trabalhando todos juntos, um belo dia, a Dany inventou de criar um blog sobre livros, os nossos favoritos, pra nós mesmos e nossos amigos. Adorei a ideia e prontamente sugeri que trouxéssemos a Deise pra colaborar, e percebendo os posts dela, estou bem satisfeito em a termos convidado.

   Tenho muitos livros importantes em cada fase da minha vida; quero fazer meu primeiro post também mandando um agradecimento, um beijo grande e um "Eu te amo!" do tamanho do mundo à minha esposa Karol, que me indicou esse livro:

    Inspirado em "Além da Imaginação", (The Twilight Zone, famosíssima série televisiva americana dos anos 80), esse romance apocalíptico me surpreendeu pela linguagem que poucos autores brasileiros utilizaram por causa da sua informalidade, uso da primeira pessoa com zero rebusco e a dose certa de palavrões - porque brasileiro que não fala palavrão só existe na novela das sete. Falando assim, parece um livro grosseiro e fútil, mas a história te prende de uma forma interessante. É o tipo de enredo que te coloca dentro da história, como se "Tropa de Elite" tivesse sua versão 3D, saindo da tela, coisa e tal. Tá, comparação tosca, mas só pra entender mesmo. :)
    
    Após constatarem que não entendem nada de espeleologia durante uma palestra sobre o tema, três jovens resolvem criar seu próprio clube de estudiosos de cavernas. Mário, Martina e Rindu (é quem narra a história) ficam presos dentro de uma gruta em sua primeira expedição. Após três dias pensando que não foi uma boa ideia entrar em uma gruta submersa enquanto a maré estava subindo e sem escafandros pra mergulhar através da saída, a volta às suas casas em São Paulo revelou que todas as pessoas estavam paralisadas, como estátuas de cera ou manequins de loja, e que são as únicas pessoas que se movem na cidade, e talvez no mundo inteiro. O desenrolar do enredo mostra o comportamento dos três em meio às dúvidas, dificuldades e instinto de sobrevivência.
  
    É uma leitura rápida, de somente seis capítulos cujos títulos se referem às estações do ano. Achei que foi um recurso interessante pro leitor ter uma referência temporal. Mas quando terminei de ler, eu queria que fosse longo como Harry Potter, que durou mais de dez anos na vida do protagonista.

    Recomendo fortemente esse livro para quem gosta de uma edição de cabeceira. Porquê? Eu cheguei a sonhar com esse livro, de tanto que mergulhei na história. A imagem que postei é da edição que minha esposa me deu. ;)

   No meu próximo post (pra eu lembrar que livro comentar), falarei sobre Frei Betto e um livro que ganhei aos 15 anos: O Vencedor.

   Valeu pessoal, forte abraço e boa leitura!