Oi,
Vou começar o meu primeiro post pedindo desculpas a minha amiga Dany Aires, pois estou a um bom tempo prometendo que vou postar e no fim nunca postava nada.
Amiga a vida está mais corrida que o habitual mas vou me esforçar para compartilhar com você (e com todos, claro!) as minhas experiências literárias.
Tenho o hábito de ler desde criança, habito este que devo agradecer a minha mãe e a irmã dela. O amor delas pela literatura fez com que eu amasse também. Elas conseguiram fazer com que eu percebesse que não precisava de muito dinheiro para viajar e conhecer o mundo, bastava apenas ter um “tempinho” e um bom livro, dessa forma eu poderia ir para qualquer lugar.
E foi assim que passeei pelo Sitío do Pica-Pau Amarelo, com a Dona Benta e a louca da Emilia (muito danada aquela bonequinha) e passei Mil e Uma Noites ouvindo estórias espetaculares com Xerazade. Me apaixonei por Henrique VIII e me entristeci com a morte de Ana Bolena.
Aprendi com o passar dos anos que mesmo livros que aparentemente não tem nada a acrescentar, acrescentam sim alguma coisa. Nem que seja o seu senso crítico para ter embasamento e argumentações para que você possa dizer o que vale ou não vale a pena de fato.
Na realidade ele reúne varias opiniões referente a o que acontece quando estamos muito ocupados vivendo uma vida voltada apenas para o trabalho e do dinheiro, sem dar a devida importância para quem temos em volta. Pois o maior foco de tudo (pelo menos no meu ponto de vista) é quem você tem e não o que você tem.
O escritor faz isso de uma forma muito intrigante e curiosa, André Vianco vai nos envolvendo em uma trama muito interessante. É a estória de um pai e seus filhos e o caminho que eles tem que seguir para não ficarem perdidos entre o aqui e o além.
Logo no começo eu ficava pensativa com o que vinha em seguida, depois eu não via a hora de ter um “tempinho” a mais pra poder ler e saber o que vinha em seguida, foi aí, que me peguei lendo no intervalo do café, na fila do banco, no ônibus e até mesmo no intervalo entre as aulas.
A parte que mais me prendeu no livro, foi quando Bosco o caçula da família estava com muita sede e acabou tomando a água do poço (detalhe ele havia sido avisado que não deveria sair do caminho mais mesmo assim ele o fez para saciar a sede), depois disso ele sentiu uma tristeza absurda e começou a chorar por coisas que ele nem sabia que existiam ou que houvesse ocorrido com ele.
Isso me lembrou de nós mesmos, tristes e deprimidos sem ao mesmo saber por que.
Algumas pessoas não precisam tomar a água do poço para ficar deste jeito, elas são muito sugestionáveis e acabam se embriagando com toda a tristeza do mundo sem nem ao menos ter sede.
Em outro momento, o autor descreve uma situação onde o Bosco encontra uma Vagem e ao observa-lá ele não vê o centro da vagem, mas sim uma rua escura e uma pessoa andando por lá (como se estivesse em dimensão) e esta pessoa está em perigo. Bosco, querendo evitar o acontecimento grita para que a pessoa mude de direção. E dá certo, a pessoa hesita e muda o caminho.
Isso lembra quando nos temos aquela boa e velha intuição!
Bom o livro é cheio desse tipo de coisa!
Coisas que em algum momento já ouvimos ou que nossa avó já nos contou como superstição e canções de ninar.
Resumidamente é um conto familiar, cheio de fadas, fantasmas, monstros e elementos lúdicos. Vale a pena conferir!
Fico por aqui,
beijos

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